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Cultura Africana e Afro-Brasileira na Educação Básica

O ensino sobre Cultura Africana e Afro-Brasileira na Educação Básica são importantes para o entendimento das nossas raízes, além de ser obrigatório por lei, em todas as escolas do país.

Com a aproximação do dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, fizemos um levantamento de algumas instituições e organizações de Cultura Africana e Afro-Brasileira, no intuito de contribuir para os professores que desejam uma abordagem mais ampla sobre esse tema.

Como você bem sabe, essa data nos traz a oportunidade de trabalhar questões étnico-raciais que são latentes não apenas no Brasil, como em todo o mundo, ressaltadas pela falta de referências positivas sobre a contribuição das populações negras na construção do nosso país.

Educar para a igualdade é uma tarefa urgente e imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa.

MUSEU AFRO BRASILEIRO

O Museu Afro Brasil possui, em seu site, um acervo digital com mais de 5 mil obras que englobam diferentes áreas de múltiplos universos culturais africanos, indígenas e afro-brasileiro.

Pode-se encontrar aspectos da arte, da religião afro-brasileira, do catolicismo popular, do trabalho, da escravidão, das festas populares, registrando assim, a trajetória histórica, artística e as importantes influências africanas na construção da sociedade brasileira.  

FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES

A Fundação Cultural Palmares é uma entidade vinculada ao Ministério da Cidadania e tem trabalhado, ao longo dos anos, para promover uma política cultural igualitária e inclusiva, que contribua para a valorização da história negra brasileira e das manifestações culturais e artísticas como patrimônios nacionais.

A Fundação é referência na promoção, fomento e preservação das manifestações culturais negras e no apoio e difusão da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da Cultura Africana e Afro-Brasileira na Educação Básica.

A Fundação Palmares já distribuiu publicações que promovem, discutem e incentivam a preservação da cultura afro-brasileira e auxiliam professores e escolas na aplicação da Lei.

CULTNE

O CULTNE – Acervo da Cultura Negra, possui um valioso acervo digital de cultura negra do país e disponibiliza o seu conteúdo livremente em edições jornalísticas, projetos estudantis ou em qualquer atividade sem fins lucrativos.

Sendo assim, de grande ajuda aos professores que desejam mostrar como foi a visita de Nelson Mandela ao Brasil, ou o famoso discurso de Martin Luther King, dentre tantos registros audiovisuais importantes para o entendimento da cultura.

PORTAL GELEDÉS

Para ajudar os professores nessa tarefa, o portal do Geledés – Instituto da Mulher Negra traz diversos assuntos sobre a cultura afro-brasileira, além de sugestões de brincadeiras, atividades e planos de aulas.

No site você também encontra sugestões de livros didáticos sobre o tema e sua aplicabilidade em sala de aula. Dicas de como tratar assuntos delicados, como preconceito e autoestima, também são abordados.

 

 

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3 BRINCADEIRAS AFRICANAS

As brincadeiras também são um excelente recurso de resgate da cultura. Algumas brincadeiras africanas são bem conhecidas aqui, porém, com nome diferente.

Selecionamos algumas das brincadeiras disponíveis no portal Geledés, veja a seguir:

1- Terra – Mar (Moçambique): Risque uma longa reta no chão. De um lado é MAR e do outro é TERRA. No início, todas as crianças podem ficar do lado TERRA, ao ouvirem MAR, devem pular para o lado correspondente, e assim por diante. Muito parecida com a nossa brincadeira “vivo-morto” não é!

O vencedor é quem não errar nenhum comando.

Essa brincadeira também pode ser adaptada para ser aplicada em vídeo aulas, nesse caso pode-se determinar que “mar” é fora da câmera e “terra” o aluno aparece na câmera.

2- Mamba (África do Sul): Estabeleça os limites pois a brincadeira tem que ocorrer dentro de uma área delimitada. Uma das crianças será a “Mamba” (cobra) e deverá correr ao redor, tentando apanhar os outros. Quando a Mamba pega alguém, essa criança se torna parte dela ou seja: essa criança coloca as mãos nos ombros ou na cintura do último da fila e assim continuam percorrendo a área para pegar os demais.

A cada captura a Mamba fica maior! Mas só o primeiro integrante que pode capturar!

Vence a brincadeira o último que permanecer sem ser tocado pela Mamba! 

3- Mbube Mbube (Ganda): Imbube é uma das palavras Zulu para leão, Mbube é “chamar o leão”. Nesse jogo as crianças vão ajudar o Imbube a capturar sua presa.

Para iniciar o jogo as crianças devem fazer um círculo. Ao centro devem estar duas crianças “vendadas” onde uma representa o Imbube (leão) e a outra criança é a presa.

As crianças que formam o círculo vão guiar o leão falando Mbube Mbube mais alto quando ele estiver perto e mais baixo e mais devagar quando ele estiver longe. Dessa forma as duas crianças do centro do círculo se movimentam tentando – uma pegar e a outra escapar – mas ambas sem enxergar!