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Linguagem inclusiva de gênero

A linguagem inclusiva de gênero, (ou linguagem neutra) foi adotada em algumas escolas, tanto no Brasil como no mundo, ainda assim, essa medida tem sido o foco de muitas discussões e divergências.

Para uns, refere-se apenas a maneira de tratar as pessoas de forma igualitária, independente de gênero. Para outros, trata-se de questões ideológicas que também merecem respeito.

Afinal de contas, de que valeria respeitar as escolhas de gênero se não respeitarmos as opiniões controversas?

 

A linguagem binária pode ser excludente.

Entretanto, a linguagem inclusiva e neutra são formas de comunicação que visam sobrepor a ideia entre feminino e masculino, por exemplo: em uma sala de aula estão 5 alunas e 1 aluno, ao se referir a sala você diz: todos compreenderam a explicação?

Essa é uma situação corriqueira a qual estamos acostumados, mesmo que existam pessoas do sexo feminino o plural prevalece na forma masculina da palavra.

Isso poderia significar que as pessoas do sexo feminino não são consideradas nessa comunicação. Nosso idioma, originário do latim, foi construído assim e assim seguimos, a vida inteira, sem questionar.

 

Linguagem inclusiva já ocorre por escolha de educadores

Educadores já utilizam as duas formas, por exemplo:

  • Vocês entenderam a explicação?
  • Sejam muito bem-vindos e bem-vindas a essa escola!
  • Convido a todos e todas que me acompanhem até o pátio.

Dessa forma incluímos tanto as pessoas de gênero feminino quanto as pessoas de gênero masculino. Mas e quanto as pessoas que não desejam a identificação de gênero?

Barreiras do idioma para implantação da linguagem inclusiva

O idioma inglês não sofre tanto com essa questão pois essa ideia de gênero não é tão enraizada como nos países nos quais a língua é originária do

Na língua portuguesa, é possível fazer isso, na maioria dos casos, alterando a estrutura da frase ou alterando as letras determinantes de gênero.

Você pode preferir usar a letra “e”, a letra “x”, ou até mesmo símbolos como @  e . (ponto) mas isso pode dificultar a pronúncia e o aprendizado.

A alteração mais adotada tem sido a letra e, por exemplo: Bem-vindes amigues querides.

 

Colégio particular no Rio de Janeiro adota a linguagem  inclusiva

O colégio particular Liceu Franco-Brasileiro, no Rio de Janeiro, encaminhou um comunicado aos responsáveis pelos estudantes em novembro de 2020, anunciando a adoção de “estratégias gramaticais de neutralização de gênero na instituição”.

O anúncio gerou revolta entre os pais conservadores e defensores da linguagem. Em sua defesa, o Colégio explicou que “A neutralização do gênero gramatical tem o objetivo de enfrentar o sexismo na linguagem e garantir a inclusão de pessoas que não se identificam com o sistema binário de gênero.”

 

França proíbe o uso de linguagem inclusiva.

Um exemplo da não aceitação de linguagem inclusiva é do governo francês, que proibiu a utilização de um símbolo (ponto) nos estabelecimentos de ensino franceses.

Em decreto informado em 13/05/2021, o Ministro Francês da Educação Nacional, Juventude e Esportes, Jean-Michel Blanquer, proibiu a denominada linguagem inclusiva, alegando que torna mais difícil o aprendizado dos alunos.

 

Utilizando o potencial do idioma


A língua portuguesa possui enorme variedade de palavras e formas, é possível usar coletivos e palavras sem identificação de gênero na maioria das vezes, evitando fazer com que se sintam excluídos.

Lembrando que essa preocupação não se enquadra ao falar das coisas e objetos, ou seja, segundo os estudiosos e defensores dessa linguagem, está tudo bem utilizar o artigo quando disser, por exemplo: “uma caneta”, “o caderno”, “o computador”, e assim por diante.  

Se deseja utilizar a linguagem inclusiva em sua comunicação, aqui estão algumas sugestões:

  • Nossas boas-vindas (no lugar de sejam bem-vindos)
  • Eu expliquei e a classe entendeu a matéria (no lugar de todos)
  • Vou transferir para o setor de atendimento (no lugar de “um atendente”)
  • Retirem o material no setor de recepção (no lugar de “recepcionista”)
  • Você é muito inteligente e aplicado. (no lugar de “um aluno(a) muito inteligente e aplicado”)

Na prática não é tão simples, mas também não é impraticável, desde que exista o desejo de incluir todas as pessoas independente de gênero.

E você? Qual a sua opinião sobre isso?

 

 

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